(Pluviômetro do Posto Pluviométrico C5-050, localizado na sede do DAAE Araraquara.)

“Em apenas 3 dias choveu o esperado para todo o mês.”

“A cidade não enfrentava uma seca como esta há 10 anos.”

Frequentemente vemos frases como estas serem ditas nos noticiários. A chuva, ou precipitação, é um dos fenômenos naturais de maior importância para a humanidade, sendo associada à fertilidade do solo e às boas colheitas desde o início da civilização.

No entanto, grandes volumes de chuva em um curto período de tempo podem causar diversos transtornos, como enchentes e desmoronamentos, assim como períodos extensos de seca podem ser extremamente prejudiciais para a agricultura e para a saúde, além de propiciarem o surgimento de queimadas.

A previsão do tempo nos informa antecipadamente sobre a ocorrência de fenômenos meteorológicos extremos, permitindo que medidas sejam tomadas para mitigar os impactos. No entanto, o trabalho não termina quando a chuva cessa.

Quando vemos ou ouvimos frases como as do início do texto, cabe perguntar: como esses dados são medidos e registrados e qual a sua importância?

 

Como o volume de chuva é medido?

Pluviômetro é o nome do instrumento meteorológico utilizado para medir o volume de chuva precipitado em uma determinada região em um determinado período. Esse volume é medido em milímetros lineares.

Cada milímetro de água coletada do pluviômetro equivale a 1 litro de água precipitada por metro quadrado. Ou seja, se choveram 20mm de acordo com o pluviômetro, significa que naquela área choveram 20 litros de água por metro quadrado.

Os pluviômetros são instalados em Postos pluviométricos, como o existente no DAAE Araraquara, onde o volume de chuva coletado é medido e registrado todos os dias. Estes dados compõe o chamado Índice pluviométrico, que consiste na soma do volume precipitado num determinado local durante um período de tempo estabelecido.

 

Mas por que isso é importante?

Sendo a empresa de saneamento ambiental do município de Araraquara, cabe ao DAAE a gestão e a conscientização sobre os recursos hídricos da cidade. A composição das médias históricas a partir dos índices pluviométricos permite que sejam identificadas anomalias no regime de chuvas – quer seja falta ou excesso de precipitação. Com estes dados, ações de conscientização podem ser planejadas e implantadas com eficiência.

Em períodos de seca extrema, por exemplo, é necessário conscientizar a população com relação ao uso racional da água e orientar que sejam redobrados os cuidados com as queimadas, mais fáceis de ocorrer nesse período. Quando se aproximam os períodos de grande volume de chuvas, o DAAE pode antecipar-se na realização de reparos e melhorias que não podem ser executados enquanto chove, garantindo o pleno abastecimento.

Ademais, os índices pluviométricos são usados para que se defina o Regime pluviométrico de uma determinada região, que consiste na distribuição das chuvas durante os doze meses do ano. A definição do Regime Pluviométrico é de grande importância para que se possa, por exemplo, escolher as melhores épocas do ano para o plantio e a colheita de gêneros alimentícios.

 

 

 

 

 

 

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